Atualmente o plástico é um dos materiais mais utilizados do mundo, mas ele pode levar centenas de anos para se degradar. Além disso, o plástico é caro de reciclar e requer um gasto energético significativo, particularmente na triagem e separação dos diferentes tipos de polímeros existentes.Enquanto um grupo de cientistas na University Park, Pennsylvania, EUA, desenvolve pesquisas para a produção de um plástico autodestrutivo ao ser exposto a agentes ambientais. Cientistas da Argonne National Laboratory, Illinois, desenvolveram uma técnica para converter resíduos plásticos em micro-esferas de carbono chamadas de carbono negro, otimizando a reciclagem do material.
A criação dessas partículas consiste em aquecer o plástico dentro de um reator a 700º C. Nessa temperatura é aplicada pressão, que quebra as ligações entre os átomos de hidrogênio e carbono existentes nas cadeias de polímero. O hidrogênio se torna gás e o que resta são as micro-esferas de carbono.
Essa técnica pode ser utilizada para reciclar montanhas de plástico de baixo valor agregado, que não compensam atualmente, o custo da reciclagem. Além de poder ser aplicado a todos os tipos de polímero. As micro-esferas resultantes do processo de reciclagem podem ser usadas em tintas, lubrificantes e pneus, e até mesmo incorporados os ânodos de baterias de íon de lítio.
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